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Campanha da Fraternidade é tema de debate no campus
Campanha da Fraternidade é tema de debate no campus

06/04/2010

Com o tema Economia e Vida e o lema Vocês Não Podem Servir a Deus e ao Dinheiro, a Campanha da Fraternidade de 2010 foi tema de debate no campus nesta quarta-feira, 24 de março, no auditório do prédio 2, durante o evento Convite ao Pensar. Participaram as professoras Maria José Scassioti e Giseli do Prado Siqueira, do curso de Administração e do Núcleo de Ciências Humanas, respectivamente, além do padre Henrique Neveston da Silva, da cidade de Cabo Verde-MG. No dia 25, na quadra de esportes do campus, uma missa marcou a continuidade da Campanha da Fraternidade, lançada em caráter ecumênico por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Estão envolvidas as igrejas Católica, Anglicana, Luterana, Presbiteriana e Ortodoxa. A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica, sempre no período da Quaresma. O objetivo é despertar a solidariedade dos fiéis e da sociedade em relação aos problemas que envolvem a sociedade brasileira. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. Para o coordenador regional da Pastoral na Universidade, João Bosco Fernandes, a Campanha deste ano tem o objetivo claro de fazer com que as pessoas pensem sobre propostas alternativas de economia e soluções para uma vida mais justa. “É importante nos questionarmos sobre o consumismo que acentua a desigualdade social e marginaliza, cada vez mais, as pessoas carentes. O momento é de reflexão sobre a postura do ser humano em relação ao mundo em que vive”, diz. Para a professora Maria José, inserida diariamente no contexto da economia, o tema da Campanha da Fraternidade vem trazer reflexão a uma sociedade envolvida nos conceitos do consumismo e recursos financeiros. Ela diz que favorecer o consumo das classes C e D significa ter mais gente no ato de compra e venda, mas ainda dentro do sistema capitalista: “Ainda persiste o lucro a qualquer forma e preço que exclui as pessoas. O dinheiro é importante como meio de sobrevivência no mundo em que vivemos, mas não pode se tornar o fim da vida de todas as pessoas”, diz. Ela ainda explica que no Brasil já existem formas alternativas de negócios para geração de renda, é o chamado espírito de comunhão, onde o empresário procura trabalhar de forma ética, paga todos os seus impostos e trabalha com a divisão do seu lucro. “As formas alternativas ainda não conseguem agregar todas as pessoas, mas se queremos mudar algo no sistema capitalista o momento é agora. Dentro da Universidade os alunos podem ser atores e participantes do processo de transformação. Precisamos desses jovens para pensar de forma diferente”, diz.